Domingo, 10 de Maio de 2009
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O lápis azul invisível
Censura, uma palavra factualmente e presentemente conotada com a repressão de uma parte das liberdades fundamentais, nomeadamente das liberdades que estão directamente ligadas à expressão dos factos e dos acontecimentos tal e qual eles se nos apresentam. Mas será mesmo isso a censura, ou é apenas o reflexo humano do nosso desejo em viver e continuar a viver num mundo de padrões idealizados e irreais, num mundo utópico criado por sábios, poetas, idiotas e fazedores de opinião, onde a morte, a fome, a peste, as guerras e os outros atentados que os homens infligem aos próprios homens não passam de um horrível pesadelo que se entrepõe entre a realidade tangível e o sonho distante, o sonho duma sociedade perfeita, onde os homens vivem e coexistem segundo princípios, valores e normas elevados e onde os cancros da sociedade em que vivemos não existem, ou existem e podem simplesmente ser eliminados com o sublinhar dum lápis de cor. E que acharemos nós disso? Será melhor a liberdade de expressão, que nos expõe a situações que dificultam ainda mais o processo de expugnação dos nossos pecados, ou viveremos mais libertos no silêncio e na censura, que apenas nos veicula a imagem tratada de uma realidade deformada e doente, um remédio bestial para que esqueçamos da nossa contribuição no perpetuar desses defeitos e maleitas… É uma boa questão, não é?
Biba, bibaaaa... bibóóóó puerrrrto!...;)
ResponderEliminarah carago, este tamém já é nosso....
Ainda não recuperei da surpresa, boa e dupla de o ver de novo a cirandar por essa blogosfera adiante... que bom, saulus... que bom...
E depois o Quique é um tótó! Tem razão, sim senhor... Pura e simplesmente deliciosas as suas sugestões de actividades profissionais alternativas para esse ciganito da bola, metido a convencido... Técnico especializado nas leituras de contadores de luz anteriores a 1950 ou Oleador de manípulos de matraquilhos, parece-me assim o que terá mais procura futuramente...
Ai saulus, benvindo...